Pedro e o jardim da casinha amarela
Já passava um pouco mais das 5 da manha,Pedro se levantava para trabalhar,ele era servente de uma contrustora,todos os dias Pedro saia de casa rumo ao trabalho de bicicleta,sua casa ficava no finalzinho de um beco caminhava todos os dias 30 minutos para chegar ao trabalho,o sol já ameaçava sair,Pedro após tomar seu café dera em um beijo em sua mãe e partira para o trabalho,todo os dias sempre o mesmo caminho,passava em frente a padaria, a farmácia,e da banca de jornal,sempre via as mesmas pessoas,as vezes as mesmas discussões,sobre política,o capitulo da novela de ontem,sobre o vizinho,pessoas reclamando das condições do ônibus,da vida,Pedro era jovem tinha um pouco mais de 20 anos,não estudara,viera do interior com sua mãe ainda muito pequeno,era magricelo um tanto desnutrido,tinha os olhos tão claro como o mel,seus cabelos castanhos escuro meio longo e escorrido sobre um boné já gasto,suas vestes não eram as mais luxuosas,porem seu sorriso eram os mais brilhante,ali era a única coisa que poderia oferecer de tão limpo de si,um sorriso magnífico e um bom dia a todos que o cumprimentavam,sem irmão Pedro começou a trabalhar desde os 13 anos quando o pai falecera em um acidente enquanto voltava do trabalho,todos os dias Pedro passava em frente a uma casinha amarela,simplesinha que dava gosto olhar,era feito toda de tijolos com acabamentos nas laterais de gesso,e tinha o mais belo jardim da vizinhança ,e todos os dias havia um senhor que do seu jardim cuidava como se fosse a coisa mais importante de sua vida,talvez fosse,talvez a solidão lhe mostrou que as flores são a melhor companhia,seu João como era conhecido levantava todos os dias cedo para regar e tirar o joio que cresciam entre a sua plantação de margaridas,violetas,orquídeas,rosas amarelas,vermelhas,sem duvida era o carnaval mais alegre já visto em um jardim,e todos os dias Pedro parava 20 minutos para conversar com seu João,falavam sobre a vida sobre os dias difíceis que já viveram,quem mais dizia era seu João,que perdera a esposa muito cedo,e sem filhos nunca mais teve vontade de casar,vivia com a filosofia que amor só da uma vez,e os minutos passavam tão rapidamente e Pedro se fora,seu João tinha uma cadeiras de balanço e ficara ali ate a hora do almoço,se passava verão,outono o inverno e enfim chegara a primavera seu João todos os dias cuidava de seu jardim como se fossem crianças recém nascidas,um certo dia Pedro passara em frente e vira seu João triste olhando uma suas margaridas,que este ano não brotara, -teria sido água demais?perguntou ele a sim mesmo com o olhar triste,Pedro não entendera o porque de tanta importância apenas um pequeno canteiro que não mudara de cor,ao olhos de Pedro é como se fosse apenas mais umas flores,não fazia diferença,mas para seu João era a sua vida,seus cuidados,um pouco ríspido seu João pergunta a Pedro – alguma vez já ouviu um falso te amo?um falso sorriso?algo que notasse que não era de coração?-Pedro não compreendera o sentido das perguntas,mas nunca recebera tais sentimentos,alem do que vinha de sua mãe,então muito singelo respondeu –não senhor,jamais recebi tal afeto,talvez nem se quer de verdade .Seu João agora se sentando em um dos degraus da charmosa casinha amarela suspirou e disse,-talvez você nunca parou pra perceber as pessoas ou as coisas que tanto adora e que gostaria que o adorasse,as flores se abrem quando estão felizes,bem aquecidas,bem cuidadas,e se elas não são elas não brotam,não nasce,não sorri e não diz eu te amo se abrindo para os 4 lados,assim são as pessoas,devemos cuidar de quem amamos,ou das coisas que amamos para preservar,cuidei tão pouco de minha esposa que ao partir senti a mesma angustia que sinto hoje por não ter dado a merecida atenção as minhas margaridas,a gente precisa parar pra pensar no próximo,aquele que queremos por toda vida,cultivar com afeto,regar com amor,isto faz crescer cada dia o sentimento nutrido de verdade,e assim encontrar a felicidade que tantos falam,não reclamar dos dias frios,dos dias quentes,dos dias chuvosos e nublados,falar positivamente,isto dar força e resistência a vida.
Pedro compreendera o sentido que o seu João quisera lhe mostrar e percebeu que não tem se amado,e nem cuidado do seu redor,talvez por isto sua vida não florescera,apesar de seu sorriso ser os mais radiantes da rua,jamais conseguiu dizer eu te amo,ou eu gosto de estar com você,porque nunca ouvira,decidiu mudar,decidiu se cuida,se amar e amar,porque as pessoas são como um jardim,com joios,insetos que precisam de cuidados e quando recebem o cuidado florescem eternamente,e cada pétala significara uma razão deste sentimento,confiança,amor,paz esperança,sinceridade,bondade.Não se faz um jardim de coisas ruins,não se constrói uma casa em cima de areia e Pedro conseguiu enxergar isto,era disto que ele precisava pra radiar a sua vida.
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